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“TRIBUTO AO SOLDADO CONHECIDO” não traz grandes relatos e grandes feitos na concepção de algumas pessoas. Traz a imagem de um ser humano, com os seus sonhos simples, as suas crenças religiosas e a influência desta fé nos momentos de terror vividos durante a guerra. Mas traz, na história aqui contada, a certeza de que somos todos soldados em luta pela PAZ, e que jamais seremos desconhecidos para as pessoas que amamos, e devemos a elas e a nós mesmos, o eterno gesto de ternura e de perdão, por tudo o que gostaríamos de ser e pelo pouco que conseguimos realizar, porque a vida exige sacrifícios de todos nós, indistintamente.
Às vezes, o pouco basta para uma lição de vida, ou para uma imagem de ternura deste Ser Humano que somos, tão cansados de violência e de crueldade mútua.
O Expedicionário Fernando Hartmann tinha um carinho muito especial pela farda que vestira, um dia. Ele e os seus colegas, tinham uma lembrança mútua: a guerra, que transformou a história de todos os pracinhas numa só história de amor à Pátria e aos valores morais que um País deve cultuar sempre.
Durante toda a sua vida, Fernando, Lotário Braun e Claudino Perius (e outros companheiros dos quais não lembro o nome), reuniam-se para lembrar dos bons tempos de caserna, que, certamente, não trouxe apenas coisas ruins. Eram muito amigos e ligados pelo mesmo sentimento de amor à Pátria e à Liberdade.
Para Fernando Hartmann, o 19º R C Mec – “Regimento San Martín” – situado em Santa Rosa era o lugar onde se encontrava com sua pátria perdida, pois eternamente, foi soldado de uma causa chamada Liberdade. Em todas as comemorações de 7 de Setembro, o soldado Hartmann apresentava-se no quartel, para homenagear a Pátria e para não sentir solidão na sua farda de soldado.
Portanto, este livro é dedicado com muito carinho ao “Regimento San Martín”, através da memória afetuosa e patriótica de um Expedicionário que muito honrou a farda de Soldado.
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